Naquele tempo, nosso curso ainda obedecia a um regime seriado...
A matrícula que fazíamos era para um conjunto de matérias que estudávamos ao longo do ano, matrícula para matérias isoladas, só se ficássemos em dependência de alguma, que deveria ser cursada em outro ano...
Eu tive a oportunidade de vivenciar esta experiência!! ;-))
Antes de ser reprovados em uma matéria, no entanto, nos era dada a oportunidade de fazer nova avaliação geral dos conhecimentos adquiridos sobre ao longo do ano... A "segunda época" estragava as férias e, pra mim, não adiantava muito...
Fui pra final e pra segunda época de Descritiva, no primeiro ano e só passei no ano seguinte, quando comecei a conhecer os alunos que haviam entrado na Escola em 1971... Muita gente boa náquela turma também!!
Engenheirando uma memória coletiva
Espaço destinado à construção da memória coletiva dos alunos da turma concluinte em 1974 do curso de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Pernambuco.
terça-feira, 29 de abril de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Iniciando o curso
Bem, antes de mais nada, devo dizer que não vou ficar aqui sozinha a escrever bobagens... Uma memória coletiva pressupõe a participação de mais pessoas... Será este blog mais uma tentativa fracassada??|| ;-)
Passado o trote, começaram as aulas... Éramos cerca de 200 "feras" e fomos separados, obedecendo a ordem alfabética, em quatro turmas de 50 alunos. Fiquei na turma A e assim tive oportunidade de ser colega até de Bernardo Horowitz!! (de Lula eu só seria colega a partir do terceiro ano... Como eu admirava aqueles meninos!!)
A disposição das turmas, no primeiro ano, favoreceu o fato de nós, meninas, ficarmos mais ou menos concentradas nas turmas A e C, mas acho que a Beth era da turma B... não tenho certeza... Tínhamos também outra colega, a Luiza, que acho que era da B, mas ela abandonou o curso muito precocemente...
Da turma B, lembro mesmo é do Humberto Dória... que no primeiro dia de aula, para fugir do trote, pulou do primeiro andar e se machucou um bocado... Ficou um tempo sem frequentar as aulas, em recuperação dos estragos da queda, e ao chegar teve a cabeça raspada (ou será que ele mesmo raspou, para evitar problemas?? nunca eu soube ao certo!)... quando os outros colegas já recomeçavam a usar pentes...
Passado o trote, começaram as aulas... Éramos cerca de 200 "feras" e fomos separados, obedecendo a ordem alfabética, em quatro turmas de 50 alunos. Fiquei na turma A e assim tive oportunidade de ser colega até de Bernardo Horowitz!! (de Lula eu só seria colega a partir do terceiro ano... Como eu admirava aqueles meninos!!)
A disposição das turmas, no primeiro ano, favoreceu o fato de nós, meninas, ficarmos mais ou menos concentradas nas turmas A e C, mas acho que a Beth era da turma B... não tenho certeza... Tínhamos também outra colega, a Luiza, que acho que era da B, mas ela abandonou o curso muito precocemente...
Da turma B, lembro mesmo é do Humberto Dória... que no primeiro dia de aula, para fugir do trote, pulou do primeiro andar e se machucou um bocado... Ficou um tempo sem frequentar as aulas, em recuperação dos estragos da queda, e ao chegar teve a cabeça raspada (ou será que ele mesmo raspou, para evitar problemas?? nunca eu soube ao certo!)... quando os outros colegas já recomeçavam a usar pentes...
domingo, 27 de abril de 2014
A primeira vez...
... dizem que é sempre inesquecível...
Confesso que durante muito tempo eu me esforcei para esquecer aquele trote... Para mim, não foi exatamente uma recepção calorosa (aqui, na UFBA, os calouros são recebidos com uma "calourosa"...) a que tive na Escola...
Mas, aos poucos, o trote passou a ser apenas "um ponto fora da curva" e eu passei a lhe dar o real valor...
Acho mesmo que ali só havia veteranos e não faço ideia de como foi a experiência para meus colegas... Talvez eu nem devesse ter comparecido àquele primeiro dia...
Aquela foi uma amostra de como nós, mulheres, seríamos vistas por alguns "colegas"... Triste lembrança!!
Confesso que durante muito tempo eu me esforcei para esquecer aquele trote... Para mim, não foi exatamente uma recepção calorosa (aqui, na UFBA, os calouros são recebidos com uma "calourosa"...) a que tive na Escola...
Mas, aos poucos, o trote passou a ser apenas "um ponto fora da curva" e eu passei a lhe dar o real valor...
Acho mesmo que ali só havia veteranos e não faço ideia de como foi a experiência para meus colegas... Talvez eu nem devesse ter comparecido àquele primeiro dia...
Aquela foi uma amostra de como nós, mulheres, seríamos vistas por alguns "colegas"... Triste lembrança!!
sábado, 26 de abril de 2014
Engenharia, para não perder o Vestibular...
Quando saí de casa, em João Pessoa, para estudar no Recife, oficialmente, minha ideia era estudar Arquitetura, curso que ainda não existia na UFPB...
Na realidade, acho que o que eu queria mesmo era ter a mesma oportunidade que meus irmãos tiveram... sair da casa paterna e buscar minha independência... apesar de, naquela época, eu já ter construído um círculo de amigos bastante consistente no Lyceu Paraibano (conservo alguns desses laços até hoje!), achava que João Pessoa era "muito pequena para mim"...
Conseguir que meu pai me liberasse para ir estudar em Recife e morar com meus irmãos não foi uma coisa muito fácil, mas, como gostava muito de pintura (tendo, inclusive, sido aluna de um curso de pintura infantil na "extensão" da UFPB), convenci "o velho" que queria ser arquiteta... além disso, prometi que passaria no vestibular...
Acontece que não me preparei para a prova de aptidão artística (desenho a mão livre) e não conseguiria cumprir minha promessa de passar, se fizesse o vestibular mesmo para Arquitetura...
Foi assim que optei por Engenharia (minha segunda opção era Matemática, curso para o qual era ainda mais fácil conseguir aprovação)...
Conto isto para explicar que o destino me colocou na Escola, apenas para encontrar "a turma" e por isso eu faço tanta questão de não perder o contato com vocês!!
Na realidade, acho que o que eu queria mesmo era ter a mesma oportunidade que meus irmãos tiveram... sair da casa paterna e buscar minha independência... apesar de, naquela época, eu já ter construído um círculo de amigos bastante consistente no Lyceu Paraibano (conservo alguns desses laços até hoje!), achava que João Pessoa era "muito pequena para mim"...
Conseguir que meu pai me liberasse para ir estudar em Recife e morar com meus irmãos não foi uma coisa muito fácil, mas, como gostava muito de pintura (tendo, inclusive, sido aluna de um curso de pintura infantil na "extensão" da UFPB), convenci "o velho" que queria ser arquiteta... além disso, prometi que passaria no vestibular...
Acontece que não me preparei para a prova de aptidão artística (desenho a mão livre) e não conseguiria cumprir minha promessa de passar, se fizesse o vestibular mesmo para Arquitetura...
Foi assim que optei por Engenharia (minha segunda opção era Matemática, curso para o qual era ainda mais fácil conseguir aprovação)...
Conto isto para explicar que o destino me colocou na Escola, apenas para encontrar "a turma" e por isso eu faço tanta questão de não perder o contato com vocês!!
sexta-feira, 25 de abril de 2014
O Vestibular, para mim, foi assim...
Foi em janeiro de 1970... nem faz tanto tempo assim...
O Vestibular durava cerca de uma semana e as provas eram específicas de cada matéria...
Não havia prova todos os dias, o que me permitiu prestar Vestibular, simultaneamente, para a
UFPE e para a UFPB...
O único porém nessa minha aventura de ingresso na Universidade foi o dia em que tivemos (eu não era a única aventureira!) foi o dia em que tivemos prova de Matemática pela manhã em João Pessoa e tivemos que correr para fazer a de Desenho á tarde em Recife...
No meu caso, meu pai se encarregou de, nervosíssimo, transportar a mim e dois primos que eram meus companheiros de carro... Para a aventura ficar mais empolgante, sofremos um acidente na estrada, perto de Recife... O carro subiu uma ribanceira e lá ficou... Nós três, os vestibulandos ambulantes, pegamos uma carona e chegamos na Escola em cima da hora da prova...
Bem, ruim mesmo foi a prova de Física... Claro que minha mota foi péssima, mas a prova foi anulada (tinham passado o bizu para uns espertinhos...), refeita e eu tive uma nota ainda pior... Mas, apesar de todos os percalços, passei!!
Quando o resultado definitivo do vestibular da UFPE foi publicado, as provas da UFPB ainda não haviam terminado... Para garantir minha mudança "definitiva" para Recife, onde eu já cursava o terceiro ano no maravilhoso Colégio Carneiro Leão, abandonei a aventura paraibana...
Sim... No Carneiro Leão eu conheci o Fred Maranhão (Pitoco), que viria a ser meu colega na Escola...
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